quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Natureza


Por entre todas as cores da natureza, o segredo é notável. A paz e a tranquilidade predominantes. O mistério uma constante.
Por momentos fui levada para os mais belos contos de fada, onde os príncipes necessitam de ultrapassar bosques, como este, para poder salvar as suas princesas, e constantemente são surpreendidos por espécies que no meio daquele enorme nada aparecem para lhes dificultar o caminho.
Lugares fantásticos, cheios de segredos e enigmas. Em que toda a vegetação, a confusão de ramos e galhos, pedras e calhaus, encobre os perigos e as maravilhas daquele lugar. Um passo em falso, e podemos cair numa armadilha que se esconde por entre um ramo partido ou uma pedra solta.
Entre o verde, os animais selvagens se encontram camuflados, invisíveis, prontos para nos atacar a qualquer momento. Como também as pequenas borboletas se encontram perdidas, sem rumo.
Todos os sentidos se apuram, o som suave do pequeno riacho, que passa por aquelas terras, soa como uma canção de embalar. O ar puro que pareço respirar enche-me de inspiração. A suavidade das folhas me arrepia. Os olhos ficam enfeitiçados com a imensa beleza natural.


trabalho de português, 2007

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Maria Teresa Coelho Lima de Guerra Junqueiro Rosas



Hoje dei conta do tempo que passou.
6 anos !
Partiste à 6 anos, e consigo recordar esse dia como se tivesse sido ontem. Quando recebi a notícia foi como se o mundo tivesse dasabado na minha cabeça. Passei dias a pensar onde estarias, a tentar encontrar uma razão para te terem levado.
Porquê, porquê tu ?
Não merecias, merecias ficar perto de nós, de todos os que tanto te amavam, e amam ... E todos os dias choram a tua perda.
Hoje as lágrimas caíram, a saudade apertou ainda mais. Tentei recordar-te, tentei lembrar a tua voz, mas ouço-a tão baixinho, vai desparecendo lentamente da minha memória, é algo muito distante já, tenho ideia de que era uma voz bastante rouca apenas. O teu cheiro desapareceu por completo, não o consigo lembrar. A única lembrança que tenho bem clara é a do toque das tuas mãos, elas eram bastante àsperas, mas gostava quando me acarinhavas.
Sinto pena de não me ter despedido de ti.
Gostava que nada tivesse sido assim.
Mas sei que olhas por nós, sei que me ouves sempre que preciso, e sei que nunca nos vais abandonar.
Um dia vou ter contigo prometo, e por isso

ATÉ JÁ PRIMA


11.01.1956 - 16.01.2003
Vou estar sempre perto de ti, e dos teus, prometi-te que iria sempre estar do lado delas, e vou cumprir a minha promessa.
AMO-TE PRIMA <3